julho 08, 2004

Fogo é tema de crónica

O fogo que esta quarta-feira assolou o Parque Natural da Arrábida foi o tema abordado pelo jornalista Jorge Santos numa crónica editada, esta sexta-feira, pelo semanário «Primeira Página» da região de Setúbel e Palmela, que titulou: Fogo.

Todos ficámos muito apreensivos com o fogo que deflagrou, esta semana no Vale dos Barris e depois se estendeu para a Serra de S. Luís, porque sempre que há fumo no Parque Natural da Arrábida ficamos preocupados.

E muito mais preocupados ficámos porque pensávamos que tal não poderia acontecer porque ouvimos alguns governantes propagandearem que iriam ser colocados como vigilantes das matas e florestas, militares e os beneficiados do antigo Rendimento Mínimo Garantido.

Parece-nos que nem uns nem outros foram utilizados na vigilância do PNA. Sabemos que é quase impraticável colocar militares nesta zona porque os quartéis que aqui existiam foram desactivados. Mas, se o ministro que lançou tal acção de propaganda tivesse colocado em prática aquilo que prometeu aos portugueses, teríamos tido alguém a vigiar a serra porque, infelizmente, há por aqui muita gente a que o ministro se referiu.

O combate ao incêndio começou por ter coordenação em Palmela e, porque se alastrou para uma parte da serra que está inserida noutro concelho, passou a estar sob orientação do coordenador distrital. Segundo gente ligada ao sector que andou pelo local, parece que neste sector as coisas não terão corrido da melhor maneira.

Tanto no combate a incêndios como noutras situações tem de haver apenas uma voz de comando e a partir daí respeitam-se as hierarquias. Quando se dá uma ordem todos terão de obedecer e quem comanda terá de saber quem tem disponível para as várias tarefas.

Ouve-se muitas vezes dizer que há zonas de difícil acesso para as viaturas e esquecemo-nos que os fogos também se apagam sem água. Os sapadores são imprescindíveis nos incêndios na sua verdadeira acção de sapadores. São eles que entram na mata com as moto-serras e enxadas e o seu trabalho, para além do combate, faz com que o fogo não tenha condições de propagação.

Tudo isto, e muito mais, terá de ser preocupação do coordenador distrital que será auxiliado pelo adjunto, que actuará no terreno.

Publicado por dizerbem em julho 8, 2004 11:55 PM
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